Pode crer, lembro dela sim, mas eu não era muito próximo. Cumprimentava, falava oi. Eu estava acompanhando a galera por aqui, falando que ela ia operar. Mas logo depois disseram que ela tinha partido. Mas o Magnos foi do nada, e dele eu era um pouco mais próximo, né. Quantas vezes já zoei ele com você, e mesmo assim ele se amarrava na gente, na galera da igreja. Eu senti um pouco.
Mas tá tranquilo. Acho que ele fez valer o tempo que esteve com a gente, e muitas vezes tinha a impressão de que, com na inocência dele (tipo, sem maldade nenhuma) ele se divertia com as paradas mais simples, que muitas vezes era apenas estar com o pessoal. Espero que a gente aprenda. Mesmo ele sendo gordinho, falando enrolado, a gente sacaneando (discretamente), eu não me lembro de o ver emburrado ou chateado com alguma coisa. Tudo bem que eu não era tão próximo assim, mas acho que do jeito dele, ele fez o dever de casa.
Talvez você não concorde, mas me deixa levemente incomodado quando alguém diz graças a deus e não reconhece a importância que cada pessoa tem na própria vida. Não é nada contra Deus, religião, nada a ver.. mas acho que nem sempre a gente reconhece a força que tem pra fazer qualquer coisa que quiser, ir pra qualquer lugar, de ser o que quiser ser, a hora que bem entender. Sempre temos a desculpa do tempo e do dinheiro, que se encaixa em qualquer situação.
Na minha religião (que acho que só tem eu mesmo!) a coisa mais importante que existe é a rede invisível que liga a gente às pessoas e às que coisas que estão ao nosso redor. Esse rede poderia ser chamada de Deus, ou de cosmos infinito do universo, ou só de amor ou felicidade, nem faz diferença. Então, se a gente não cuida de nós mesmos, e não cuidamos dos nossos amigos, da nossa família e das pessoas que ainda vamos conhecer e cruzar todos os dias, não estamos fazendo o dever de casa, não estamos contribuindo em nada na rede de ligações. A gente pode ir embora que não vai fazer diferença. Mas quando a gente fortalece a rede passamos a ser um ponto importante de sustentação, servindo de apoio de quem está ao redor. Se cairmos, enfraquecemos os pontos próximos. Mas tudo bem cair. Sempre vai ter gente aparecendo e gente saindo, pode ser deixando de ser significante, ou saindo mesmo fisicamente, mas não importa, pois a rede como um todo se manterá para sempre (viu?, quem disse que eu não acredito em vida eterna!). O importante então, é que cada ponto seja importante enquanto puder, que faça alguma diferença, que faça valer a pena estar onde está no momento, já que você não escolheu quem está a sua volta - e nem eles te escolheram. Essa aleatoriedade faz parte do processo.
Sei que as pessoas vem e vão. Daqui a pouco é a gente. E não tem problema nenhum nisso. Eu mesmo tenho meu avô, que há uns 10 ou 15 anos atrás me ensinava a pegar onda em Itaparica, e hoje caminha devagarzinho de muletas e não escuta muito bem. Mas eu sei que tudo valeu a pena. E o importante é que a gente faça valer a pena o nosso tempo, e também o que passamos com as pessoas que temos por perto. E seja lá o que "valer a pena" significa pra você, espero que esteja fazendo valer o fato de estar dependurada na rede que está, porque daqui a pouco a gente vai nessa. Não faz diferença se ficamos por 20 anos ou por 90. O que importa é que, na visão dos outros, a gente tenha feito alguma diferença, e que pra nós, tudo tenha valido à pena.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)