Quem lê Mulheres, percebe uma fria descrição de relacionamentos rápidos e sem muito apego, basicamente sexo. Ora, eu como homem, achei o máximo: Henry, um coroa super cachaceiro e pegador! E realmente é divertido acompanhar o desenrolar, com todas aquelas mulheres de todos os tipos querendo dar umazinha com o tio, que substituia com facilidade o convívio social pela bebida.
Certo dia então, em uma (acalourada como sempre) discussão de bar, comentamos sobre o final dessa história, o qual concordamos ser sem graça, pois o cara termina com uma das mais certinhas dentre as mulheres que conheceu. Aquela que se preocupava com ele, mesmo sabendo que ele saia com outras.
Apesar do personagem masculino, o romance poderia se chamar Homens e Mulheres, pois a faceta do protagonista vale para ambos os sexos. Mesmo conhecido por falar de várias mulheres, um homem, bebidas e ainda com um linguajar vulgar - o que torna a leitura mais interessante -, o romance termina no ápice da pirâmide de Maslow, com o sujeito realizado, escrevendo e bebendo. Quem sabe eu ainda chego neste estado de espírito!?