domingo, 19 de fevereiro de 2012

Mulheres

Quem lê Mulheres, percebe uma fria descrição de relacionamentos rápidos e sem muito apego, basicamente sexo. Ora, eu como homem, achei o máximo: Henry, um coroa super cachaceiro e pegador! E realmente é divertido acompanhar o desenrolar, com todas aquelas mulheres de todos os tipos querendo dar umazinha com o tio, que substituia com facilidade o convívio social pela bebida.

Certo dia então, em uma (acalourada como sempre) discussão de bar, comentamos sobre o final dessa história, o qual concordamos ser sem graça, pois o cara termina com uma das mais certinhas dentre as mulheres que conheceu. Aquela que se preocupava com ele, mesmo sabendo que ele saia com outras.

No dia, até concordei que, como leitor, fiquei esperando um pouco mais desse final. Mas depois de uma ou outra noite em que o sono não vinha, notei que as coisas faziam sentido e pareciam se encaixar. O tiozão não escolhe uma em especial, mas passa a descartar todas as outras, que parecem deixar de fazer sentido para ele. Nas palavras do próprio Henry, aquilo parecia apenas carne sobre carne, nada mais, e nessa hora fica claro que ele queria alguma coisa que ainda não tinha. Acho que esse foi o lance. Foi pontual como um estalar de dedos, que separou toda a história do seu desfecho. 

Apesar do personagem masculino, o romance poderia se chamar Homens e Mulheres, pois a faceta do protagonista vale para ambos os sexos. Mesmo conhecido por falar de várias mulheres, um homem, bebidas e ainda com um linguajar vulgar - o que torna a leitura mais interessante -, o romance termina no ápice da pirâmide de Maslow, com o sujeito realizado, escrevendo e bebendo. Quem sabe eu ainda chego neste estado de espírito!?