Eu não faço idéia de quem começou com isso, mas essa onda de "vida loca" veio para descrever um momento apropriado. Ainda não entendi qual a relação da expressão com o ato de encolher os dedos mínimo e anular (e ora o polegar) e exibir a mão, mas muitas outras coisas hoje também são difíceis de entender.
O marketing faz qualquer coisa ser gostosa. No filme do Batman, o Coringa fala de poder, dinheiro e vidas medíocres e é entendido como psicopata. Carros, só pelo design, são mais potentes. Carros musicais. Abro a janela de manhã e um psychodelic trance faz meus motores supra-renais acelerarem. Esses pequenos orgãos sim, têm mais importância no orgasmo do que o seu idolatrado primo fálico. Mas isso não tem importância, porque o ápice de qualquer ato sexual de hoje é na sexta-feira seguinte, na mesa com os amigos.
Em um mundo onde todos sonham em ser pop, acho que as únicas premissas válidas são esteriótipos visuais bem formados. Ainda assim está difícil pensar logicamente. Não chegar a uma conclusão se não tenho hora de almoço ou qualquer hora é hora do almoço é algo paradoxal ou inconsistente? O pote de champu está maior porque é econômico ou é para eu usar mais? Meu iogurte está mais aguado, e ainda tenho que pagar mais por isso? Hoje até meu cachorro fala inglês. Mas como ele, só falamos, não entendemos. Talvez fosse o caso de ao menos saber o significado de uma palavra que harmoniosamente define nossos dias - trance. Psychodelic já é redundância.
Ser rápido, sagaz e não desprezar os mais fracos ainda é de extrema valia. Insignificantes formigas atacam em segundos qualquer gota de suco desperdiçada como leões famintos. Até mesmo um guri jogando bolas para o alto pode estar menos preocupado com os problemas que possui do que você, que gasta uma considerável quantidade de energia, ingerida na forma de um petit gatoau americanizado - isto é, acompanhado de sorvete -, pensando em como emagrecer. Ser organizado, consciente e planejado são conselhos distribuídos como santinhos de eleição em um momento de amores rápidos e companhias voláteis. Por isso minha vida já está inteiramente esquematizada. Plano A: 'vamo levando'. Caso ameace falhar, imediatamente executo o plano B: 'reiniciar plano A'.
Na verdade, estou com sono mas não consigo dormir. Acho que por isso que as coisas ficam sem sentido e desconexas, passando vários filmes de milésimos de segundo de duração, ao som da mesma trilha sonora, como um sonho, mas acordado. Mas quando penso que estou com esse sono por mais de vinte anos, sonhando nessa vida "loca", não descarto a possibilidade de estar mesmo dormindo. Preciso acordar logo e fazer alguma coisa. É nóis.
domingo, 31 de agosto de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Esse buraco não, é o outro mais embaixo
Eu de pé, a meio metro da tevê. O Jornal da Globo foi emocionante! Como o leitinho quente para dormir, mas com uma dose escondida de vódica, foi o resumão da lambança que nos veio à tona ontem e hoje. Os nomes de Dantas, Nahas e Celso Pitta escondidos atrás de 3 bilhões de reais em paraísos fiscais, nos permitem tratar os mensaleiros do valerioduto, com seus 30 ou 40 mil por mês, como mendigos! Coitadinho do Roberto Jefferson.
Seguindo o roteiro, como que ensaiado, o pai do pobre menino baleado pela polícia carioca fala sabia e corajosamente de leis e policiais, ambos antiquados e despreparados, pegando-nos desprevinidos quando esperávamos um berro iniciado por "Ahh, meu filho!". Para caprichar na dose de equívocos, o governador do Rio, em entrevista para cumprir a obrigação de dar uma resposta à todos pelo mal entendido, diz enfezado que os peêmes, além de expulsos, serão julgados com tudo que têm direito, como se pôr em cana um punhado de policiais que ganham uns salários mínimos pudesse ser considerado resolução de alguma coisa.
Para terminar a sessão descarrego, ainda tive que ver a cara do presidente, como um molusco fora d'água, em reunião do G5, como uma frente à reunião do G8. Em paralelo, reuniões com líderes sulamericanos e com W. Bush: será que dá pra imaginar um presidente, o qual, nunca na história desse país foi tão zuado em programas humorísticos de tevê e rádio, conversando a sós como o presidente norte-americano? Por mais que você imagine a minha cara de deboche - principalmente os que me conhecem! -, digo seriamente que estes problemas são superficiais quando comparados aos de paises ditos desenvolvidos e ao próprio problema maior em que batemos cabeça há anos: o despreparo (algumas vezes entendido aqui como "desvontade") em exercer um cargo, qualquer que seja, prefeito, presidente ou pessoas comuns, por nós mesmos. Nosso líder máximo não sabe o nosso idioma; governadores e prefeitos das maiores capitais sempre envolvidos em falcatruas (Pitta e Maluf em SP; Garotinho no RJ e até José Ignácio por aqui); e a gente mesmo, vive reclamando dos salários de vereadores e do judiciário. Por mim, se fizessem o que são propostos a fazer, deveriam ganhar mais, afinal, muito empresário astuto não ficaria satisfeito com o mesmo, e com justiça. Acho que dentre todos os brasileiros, o Fernandinho Beiramar é um dos únicos que conduziu sua carreira pública com brilhante destreza.
Ainda no jornal, com o anúncio do final do último bloco, tive a sensatez de desligar o televisor para, além de não perder o insight, não precisar de ver a cara de desânimo dos âncoras distribuindo o espetáculo circense diário para o país na forma de futebol. Se, como na Roma Antiga, pudessem distribuir também o pão, o fariam. Pena que o preço do trigo está lá em cima!
Seguindo o roteiro, como que ensaiado, o pai do pobre menino baleado pela polícia carioca fala sabia e corajosamente de leis e policiais, ambos antiquados e despreparados, pegando-nos desprevinidos quando esperávamos um berro iniciado por "Ahh, meu filho!". Para caprichar na dose de equívocos, o governador do Rio, em entrevista para cumprir a obrigação de dar uma resposta à todos pelo mal entendido, diz enfezado que os peêmes, além de expulsos, serão julgados com tudo que têm direito, como se pôr em cana um punhado de policiais que ganham uns salários mínimos pudesse ser considerado resolução de alguma coisa.
Para terminar a sessão descarrego, ainda tive que ver a cara do presidente, como um molusco fora d'água, em reunião do G5, como uma frente à reunião do G8. Em paralelo, reuniões com líderes sulamericanos e com W. Bush: será que dá pra imaginar um presidente, o qual, nunca na história desse país foi tão zuado em programas humorísticos de tevê e rádio, conversando a sós como o presidente norte-americano? Por mais que você imagine a minha cara de deboche - principalmente os que me conhecem! -, digo seriamente que estes problemas são superficiais quando comparados aos de paises ditos desenvolvidos e ao próprio problema maior em que batemos cabeça há anos: o despreparo (algumas vezes entendido aqui como "desvontade") em exercer um cargo, qualquer que seja, prefeito, presidente ou pessoas comuns, por nós mesmos. Nosso líder máximo não sabe o nosso idioma; governadores e prefeitos das maiores capitais sempre envolvidos em falcatruas (Pitta e Maluf em SP; Garotinho no RJ e até José Ignácio por aqui); e a gente mesmo, vive reclamando dos salários de vereadores e do judiciário. Por mim, se fizessem o que são propostos a fazer, deveriam ganhar mais, afinal, muito empresário astuto não ficaria satisfeito com o mesmo, e com justiça. Acho que dentre todos os brasileiros, o Fernandinho Beiramar é um dos únicos que conduziu sua carreira pública com brilhante destreza.
Ainda no jornal, com o anúncio do final do último bloco, tive a sensatez de desligar o televisor para, além de não perder o insight, não precisar de ver a cara de desânimo dos âncoras distribuindo o espetáculo circense diário para o país na forma de futebol. Se, como na Roma Antiga, pudessem distribuir também o pão, o fariam. Pena que o preço do trigo está lá em cima!
domingo, 1 de junho de 2008
Junior: Sandy ou NxZero?
Hoje vi uma chamada do prêmio Tim de Música Brasileira, onde a Sandy, intercalando outros "artistas", faz uma declaração qualquer sobre o evento. Como sempre, estava mudida de seu fiel escudeiro Junior, que não passou desapercebido como tantas vezes: cabelo e roupa novos, num estilo manjado de roqueiro emo, como se fosse o novo integrante do NxZero. Eu entretanto, não me deixei surpreender, afinal Junior, em meio a tantos que possui, não desenvolveu o seu talento musical suficientemente para que isso acontecesse. O ocorrido, dentre várias outros exemplos quase que diários, só fortalece a idéia de que a música mundial está mais visual do que nunca!
Ouvir música com os olhos não é uma idéia de toda má. Nem conseguimos respirar afogados em tanta informação - o que leva a não absorver nada! - e em um mundo já confuso, não temos tempo de tentar entender melodias complexas como plano de fundo de letras poéticas! Eu até ficaria curioso em escutar Cecília Meireles musicada por Ed Motta, mas não vejo aí uma unanimidade. Por outro lado, considero o NxZero uma banda boa e que se aproveitou do momento. As letras? Ah sim, não dizem nada, porém, justamente por não se encaixar em nenhum nicho social específico é que tanto emos como lavadores de carro sabem cantar as músicas. Fazer música hoje está muito mais próximo de profissões como engenharia civil, que possuem um livro de best practices para ser seguido, do que as de pura expressão de arte conteporânea, como designer, roteirismo para cinema ou engenharia de software (yeah!).
Resta-nos o consolo pelo reconhecimento de grandes nomes que fizeram a história - não só musical - como Dominguinhos, que será homenageado pelo Prêmio Tim, e por mim mereceria ganhar um Nobel de Personalidade Brasileira pelo exemplo de simplicidade, humildade e inteligência transmitidas com boa música. Eu ainda acho que ele é budista e não teve coragem de abrir o jogo!
Ouvir música com os olhos não é uma idéia de toda má. Nem conseguimos respirar afogados em tanta informação - o que leva a não absorver nada! - e em um mundo já confuso, não temos tempo de tentar entender melodias complexas como plano de fundo de letras poéticas! Eu até ficaria curioso em escutar Cecília Meireles musicada por Ed Motta, mas não vejo aí uma unanimidade. Por outro lado, considero o NxZero uma banda boa e que se aproveitou do momento. As letras? Ah sim, não dizem nada, porém, justamente por não se encaixar em nenhum nicho social específico é que tanto emos como lavadores de carro sabem cantar as músicas. Fazer música hoje está muito mais próximo de profissões como engenharia civil, que possuem um livro de best practices para ser seguido, do que as de pura expressão de arte conteporânea, como designer, roteirismo para cinema ou engenharia de software (yeah!).
Resta-nos o consolo pelo reconhecimento de grandes nomes que fizeram a história - não só musical - como Dominguinhos, que será homenageado pelo Prêmio Tim, e por mim mereceria ganhar um Nobel de Personalidade Brasileira pelo exemplo de simplicidade, humildade e inteligência transmitidas com boa música. Eu ainda acho que ele é budista e não teve coragem de abrir o jogo!
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Content Suppressed
Essa semana fiquei surpreso ao ver o link para o meu blog ser suprimido em um grande site de relacionamentos na internet. Afinal, eu imagino que era por este que a maioria das pessoas vinha aqui pra ler as besteiras que passam pela minha cabeça, aumentar as estatísticas de visita, clicar nas propagandas e sem saber, garantir pelo menos uma ou outra gelada na faixa pra mim no final do mês!
As coisas começaram a despencar quando eu mesmo tentei entrar pelo blog usando o link do meu perfil, e não estava mais lá! Depois de passar rapidamente pela cabeça a possibilidade de uma invasão de extra-terráqueos nos servidores do site, rapidamente imaginei a gravidade da situação: o blog (que é parte do Google, como quase tudo que realmente funciona na net) mantém buscas constantes por palavras de baixo calão. Como faria Joseph Climber, não deixei me abalar, pois sempre mantivera uma comunicação com base na linguagem clara e formal, seguindo à risca minha densa formação adquirida no interior da Bahia divisando com o Piaui, e enviei e-mails enrubecidos à equipe técnica do blog. Por Padinho Cisso, onde já se viu ser reprimido por apenas citar uma profissão digna de respeito e seriedade, onde pessoas de bom coração doam amor espontaneamente, apenas em troca da satisfação e sorriso alheios, ora aceitando uma pequena quantia em dinheiro para ajudar na manutenção do carro zero e nos custos do apartamento na Praia do Canto?
Realmente não pude fazer nada. Apenas aceitar o desrepeito e a intolerância para com pessoas compromissadas apenas em levar o conhecimento e a informação bem trabalhados aos lares, sem precisar de aceitar a mesma cara de bolacha imparcial que o Bonner usa para falar, ou a respeito da Doroty Stein ou do Ronaldinho com seus recentes amiguinhos no motel, ou ainda do Tedy Conti, com aquela cara amassada e os olhos vermelhos todos os dias!
As coisas começaram a despencar quando eu mesmo tentei entrar pelo blog usando o link do meu perfil, e não estava mais lá! Depois de passar rapidamente pela cabeça a possibilidade de uma invasão de extra-terráqueos nos servidores do site, rapidamente imaginei a gravidade da situação: o blog (que é parte do Google, como quase tudo que realmente funciona na net) mantém buscas constantes por palavras de baixo calão. Como faria Joseph Climber, não deixei me abalar, pois sempre mantivera uma comunicação com base na linguagem clara e formal, seguindo à risca minha densa formação adquirida no interior da Bahia divisando com o Piaui, e enviei e-mails enrubecidos à equipe técnica do blog. Por Padinho Cisso, onde já se viu ser reprimido por apenas citar uma profissão digna de respeito e seriedade, onde pessoas de bom coração doam amor espontaneamente, apenas em troca da satisfação e sorriso alheios, ora aceitando uma pequena quantia em dinheiro para ajudar na manutenção do carro zero e nos custos do apartamento na Praia do Canto?
Realmente não pude fazer nada. Apenas aceitar o desrepeito e a intolerância para com pessoas compromissadas apenas em levar o conhecimento e a informação bem trabalhados aos lares, sem precisar de aceitar a mesma cara de bolacha imparcial que o Bonner usa para falar, ou a respeito da Doroty Stein ou do Ronaldinho com seus recentes amiguinhos no motel, ou ainda do Tedy Conti, com aquela cara amassada e os olhos vermelhos todos os dias!
sábado, 10 de maio de 2008
Juros altos, televisão e prostitutas
Aumento os juros para segurar a inflação de custo e não precisar de aumentar a produção. Vocês sabem que dá muito trabalho dar trabalho para as pessoas. Todos querem trabalhar pouco e ganhar como deputados, não que isso aconteça necessariamente com meus pobres parlamentares. Aliás, vocês jovens que deveriam parar de comprar essas porcarias de ai-fones e noutebuques. Ahh, inflação de demanda! Vocês não entendem nada mesmo.
A hora da refeição é uma hora sagrada, realmente. Ai de alguém abrir a boca enquanto eu almoço e assito ao ES tv! Acho que atiro aquela faquinha sem vergonha (e sem corte, que só serve para juntar montinhos de arroz com feijão em cima do garfo) bem no meio da goela do sujeito, que é pra não perder nem um segundo do noticiário. Quem disse que não existe mais almoço em família? Todos reunidos, de frente para a tevê, menos o caçula que tem que ficar com o lugar exatamente de costas para a telinha. Num mandei nascer depois!
Ultimamente tenho estado muito ocupado e não estou tendo tempo para relacionamentos afetivos. Cada gota de amor vem acompanhada com um gole de pertubação! Assim não dá. Além disso, esse negócio de amor me deixa confuso. Conheço uma mina há 3 dias e já tenho que chama-lá de amor!
Os tempos modernos estão aí, como parafusos para serem apertados sem parar, um atrás do outro. Nada muda. Nada me surpreende.
A hora da refeição é uma hora sagrada, realmente. Ai de alguém abrir a boca enquanto eu almoço e assito ao ES tv! Acho que atiro aquela faquinha sem vergonha (e sem corte, que só serve para juntar montinhos de arroz com feijão em cima do garfo) bem no meio da goela do sujeito, que é pra não perder nem um segundo do noticiário. Quem disse que não existe mais almoço em família? Todos reunidos, de frente para a tevê, menos o caçula que tem que ficar com o lugar exatamente de costas para a telinha. Num mandei nascer depois!
Ultimamente tenho estado muito ocupado e não estou tendo tempo para relacionamentos afetivos. Cada gota de amor vem acompanhada com um gole de pertubação! Assim não dá. Além disso, esse negócio de amor me deixa confuso. Conheço uma mina há 3 dias e já tenho que chama-lá de amor!
Os tempos modernos estão aí, como parafusos para serem apertados sem parar, um atrás do outro. Nada muda. Nada me surpreende.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Mulher é tudo... ham.. linda!
Quando a terceira garota, em uma semana, chegou a mim e repetiu as mesmas palavras: "você deveria prestar atenção nessa propaganda!", eu não só dei uma risadinha como das outras vezes, mas também fiquei um pouco confuso. Talvez elas tenham razão.
Lógico que desde o primeiro puxão de orelha eu prestei atenção. É mesmo bem interressante, aborda aspectos que todos nós conhecemos a respeito das mulheres, mas talvez nunca tenhamos analisado com alguma atenção. A inteligência sutil do comercial só poderia ter sido capturada do universo particular das mulheres por um homem, com certeza, pensei. Passei longe! A diretora do filme, Carolina Jabor, é filha do grande Arnaldo Jabor, não só o mestre dos comentários anti-tio-sam no Jornal Nacional mas também um apreciador das relações afetivas humanas, o que ajusta a situação à necessidade de uma mente brilhante masculina por trás de tudo.
Como o comercial é voltado à massa mais cheirosa da população, o clichê "toda mulher é igual" cai por terra quando é mostrado que, entre outras situações, enquanto umas mulheres se arrumam em 15 minutos, outras demoram duas horas para se compor antes de sair. A intenção é que todas se sintam únicas, e é visualizado na pele das minas lindas e elegantes - mesmo que usando uma sandalinha sem-vergonha - do comercial, o que confirma uma tendência comportamental mundial: o voyerismo (algo como look to feel) e que ainda tenham a vontade irresistível de comprar. Sentimento esse que, na minha opinião, deveria ser um crime inafiansável triplamente qualificado: vontade de comprar devastadoramente, por motivos fúteis e sem dar condição ao pai ou marido de se defender .
Mas calma, o que eu estou querendo dizer não é o que parece, afinal vocês mulheres são tão diferentes umas das outras que enquanto umas adoram sandalinhas baixas, e as possuem em todas cores, outras vão até à academia de salto alto. Uhh! Não sei como esse comercial funciona, mas funciona. Talvez por simplesmente explorar uma vulnerabilidade metafísica intrísica à mente feminina: a capacidade de sonhar, de se imaginar nas mais adversas situações, simplesmente por possuir isto, ou por aquilo ter acontecido. Com certeza Aristóteles ficaria chocado se tivesse considerado também as mulheres como seres pensantes!
Mas também não precisa ficar ai nervosinha, afinal os homens também são claramente todos iguais. Quando não estamos falando de futebol nem olhando para o carro do vizinho ou do amigo, estamos pensando em vocês! É, isso mesmo. Mas claro que não da mesma forma que vocês pensariam em nós. Estou falando sobre semelhanças, e não diferenças. Ainda bem né, senão como eu iria dedicar um post inteiro à vocês mulheres?
Lógico que desde o primeiro puxão de orelha eu prestei atenção. É mesmo bem interressante, aborda aspectos que todos nós conhecemos a respeito das mulheres, mas talvez nunca tenhamos analisado com alguma atenção. A inteligência sutil do comercial só poderia ter sido capturada do universo particular das mulheres por um homem, com certeza, pensei. Passei longe! A diretora do filme, Carolina Jabor, é filha do grande Arnaldo Jabor, não só o mestre dos comentários anti-tio-sam no Jornal Nacional mas também um apreciador das relações afetivas humanas, o que ajusta a situação à necessidade de uma mente brilhante masculina por trás de tudo.
Como o comercial é voltado à massa mais cheirosa da população, o clichê "toda mulher é igual" cai por terra quando é mostrado que, entre outras situações, enquanto umas mulheres se arrumam em 15 minutos, outras demoram duas horas para se compor antes de sair. A intenção é que todas se sintam únicas, e é visualizado na pele das minas lindas e elegantes - mesmo que usando uma sandalinha sem-vergonha - do comercial, o que confirma uma tendência comportamental mundial: o voyerismo (algo como look to feel) e que ainda tenham a vontade irresistível de comprar. Sentimento esse que, na minha opinião, deveria ser um crime inafiansável triplamente qualificado: vontade de comprar devastadoramente, por motivos fúteis e sem dar condição ao pai ou marido de se defender .
Mas calma, o que eu estou querendo dizer não é o que parece, afinal vocês mulheres são tão diferentes umas das outras que enquanto umas adoram sandalinhas baixas, e as possuem em todas cores, outras vão até à academia de salto alto. Uhh! Não sei como esse comercial funciona, mas funciona. Talvez por simplesmente explorar uma vulnerabilidade metafísica intrísica à mente feminina: a capacidade de sonhar, de se imaginar nas mais adversas situações, simplesmente por possuir isto, ou por aquilo ter acontecido. Com certeza Aristóteles ficaria chocado se tivesse considerado também as mulheres como seres pensantes!
Mas também não precisa ficar ai nervosinha, afinal os homens também são claramente todos iguais. Quando não estamos falando de futebol nem olhando para o carro do vizinho ou do amigo, estamos pensando em vocês! É, isso mesmo. Mas claro que não da mesma forma que vocês pensariam em nós. Estou falando sobre semelhanças, e não diferenças. Ainda bem né, senão como eu iria dedicar um post inteiro à vocês mulheres?
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sábado, 5 de abril de 2008
Teorema Geral dos Cordões de Prata
Anéis, cordões, pulseiras, pingentes, brincos: A onda da galera é se cobrir de prata, quanto mais melhor. Será que há alguma relação com o misticismo, com o sobrenatural, sensação de poder, personalidade? Pura opção individual de adorno, almejo de uma posição de destaque no bando ou pressão social para não ficar fora dele?
Desde os primórdios do neolítico a sua fundição já era conhecida, mas o seu uso não era importante pois não possuia a rigidez de outros metais, usados como ferramentas e armas. A prata então, passou a ter valor ao ser usada, ao lado do ouro, na cultura de vários povos para fins religiosos. Acreditava-se que era material excretal do deus Lua, como o ouro, do deus Sol. Assim, essas forças vindas de seres celestes podiam ser usadas para a proteção humana contra as impurezas terrestres. Aposto que você imaginava que as balas de prata, armas mortais contra lobisomens e feiticeiras, eram coisas recentes, parte integrante apenas dos filmes toscos do InterCine. Mas eu apostaria algumas das minhas fichas em dizer que aquele seu amiguinho que usa um cordão que o deixa corcundo não acredita em bruxas, tampouco faz sacrifícios à Lua.
No caso dos hermanos mexicanos, com suas raízes astecas, poderia ser explicável o gosto pelos grossos cordões de prata. Afinal, seus ancentrais também eram apreciadores do metal, seja para sacrifícios religiosos ou por identificação de poder. Não tão distante no tempo, com a imigração, a prata entrou nos EUA e teve uma ligação forte com a informalidade, em contrapartida ao ouro, sempre associado a grande poder financeiro em qualquer lugar do mundo, e consequentemente, coisa de tiozão dando uma de bacana! Por conta dos negros também estarem ligados à informalidade e com a crescente afirmação social a que se expuseram, hoje em dia principalmente por conta do rap e do hip hop, tudo se misturou. E nós aqui, bem longe? Ué, qualquer lugar que você for à noite, seja para tomar uma cerveja barata ou numa boate, ou até mesmo em casa num aquecimento para algum "rock", é quase certo que vai escutar hip hop (ou a nossa popular variação: o funk!), e provavelmente vai ver aos clipes e imagens dos negões americanos sem camisa, nos carros mais caros, cheios de cordões com pingentes de cifrão e ainda rodeados de mulheres com peitos que não cabem nas blusas.
Particularmente, eu considero o cara que encabeça o grupo 50 cent o maior ícone do "eu tenho diamantes, dolares, carros e mulheres, e você com certeza me inveja e queria estar no meu lugar". E não precisa entender nem mesmo hello em inglês para saber do que as letras se tratam, está tudo nos seus olhos. Seguindo essa linha genial de raciocínio, fica clara toda a ligação da imagem que os carinhas pretendem gerar - mesmo sem se dar conta - com o uso de um cordão de prata, e que as gurias se amarram!
Não pense que eu me baseio em "achismos" para chegar a tais conclusões. Me baseio em padrões comportamentais fortemente presentes em um amostragem cuidadosamente selecionada, onde pessoalmente colhi depoimentos na praia - usando a técnica do pescoção somado à sonseira - de pelo menos 15 grupos de meninas na faixa de 17-20 anos, que conversando entre si discutiam sobre os "valores" pessoais dos meninos ao redor, geralmente relógio da Nike, cordão e sunga branca da marca tal. Ainda colhi comentários de rodapé sobre "grossura de braços" e "com que carro ele veio".
A partir da especificação conceitual, cheguei a uma formalização matemática que deu origem ao Teorema Geral dos Cordões de Prata. Caso não credite total confiança em meus parágrafos anteriores, observe a prova definitiva num breve overview do teorema.
A composta Tesão, em função direta ao cordão que o indivíduo possue - representado por f(u), onde u é sua espessura -, é uma equação diferencial de segunda ordem da função cordão f em função do tempo que é utilizado com a função "K"arro, com as variáveis t e u, que são, respectivamente, o tempo em que o indivíduo fica dentro do seu carro por dia e a distância do chassis ao chão. A função cordão f pode ser observada com mais atenção a seguir.
Note que a grossura do cordão é inversamente proporcional ao ângulo correto da coluna do indivíduo, que pra compensar, tem de estufar o peitoral raspado à gillette que não caberia nem em um sutiã tamanho 46. A variável w diz respeito à carga de supino na academia, que possui limites de integração em infinito quanto ao peso e menos infinito quanto ao número de repetições do exercício. Na função exponencial, além de w, temos a capacidade t de tiração de onda multiplicado pelo coeficiente de brancura do sunga i.
Não recomende a leitura desse artigo científico à nenhum fã do 50 cent por motivos de proteção à minha integridade física.
Desde os primórdios do neolítico a sua fundição já era conhecida, mas o seu uso não era importante pois não possuia a rigidez de outros metais, usados como ferramentas e armas. A prata então, passou a ter valor ao ser usada, ao lado do ouro, na cultura de vários povos para fins religiosos. Acreditava-se que era material excretal do deus Lua, como o ouro, do deus Sol. Assim, essas forças vindas de seres celestes podiam ser usadas para a proteção humana contra as impurezas terrestres. Aposto que você imaginava que as balas de prata, armas mortais contra lobisomens e feiticeiras, eram coisas recentes, parte integrante apenas dos filmes toscos do InterCine. Mas eu apostaria algumas das minhas fichas em dizer que aquele seu amiguinho que usa um cordão que o deixa corcundo não acredita em bruxas, tampouco faz sacrifícios à Lua.
No caso dos hermanos mexicanos, com suas raízes astecas, poderia ser explicável o gosto pelos grossos cordões de prata. Afinal, seus ancentrais também eram apreciadores do metal, seja para sacrifícios religiosos ou por identificação de poder. Não tão distante no tempo, com a imigração, a prata entrou nos EUA e teve uma ligação forte com a informalidade, em contrapartida ao ouro, sempre associado a grande poder financeiro em qualquer lugar do mundo, e consequentemente, coisa de tiozão dando uma de bacana! Por conta dos negros também estarem ligados à informalidade e com a crescente afirmação social a que se expuseram, hoje em dia principalmente por conta do rap e do hip hop, tudo se misturou. E nós aqui, bem longe? Ué, qualquer lugar que você for à noite, seja para tomar uma cerveja barata ou numa boate, ou até mesmo em casa num aquecimento para algum "rock", é quase certo que vai escutar hip hop (ou a nossa popular variação: o funk!), e provavelmente vai ver aos clipes e imagens dos negões americanos sem camisa, nos carros mais caros, cheios de cordões com pingentes de cifrão e ainda rodeados de mulheres com peitos que não cabem nas blusas.
Particularmente, eu considero o cara que encabeça o grupo 50 cent o maior ícone do "eu tenho diamantes, dolares, carros e mulheres, e você com certeza me inveja e queria estar no meu lugar". E não precisa entender nem mesmo hello em inglês para saber do que as letras se tratam, está tudo nos seus olhos. Seguindo essa linha genial de raciocínio, fica clara toda a ligação da imagem que os carinhas pretendem gerar - mesmo sem se dar conta - com o uso de um cordão de prata, e que as gurias se amarram!
Não pense que eu me baseio em "achismos" para chegar a tais conclusões. Me baseio em padrões comportamentais fortemente presentes em um amostragem cuidadosamente selecionada, onde pessoalmente colhi depoimentos na praia - usando a técnica do pescoção somado à sonseira - de pelo menos 15 grupos de meninas na faixa de 17-20 anos, que conversando entre si discutiam sobre os "valores" pessoais dos meninos ao redor, geralmente relógio da Nike, cordão e sunga branca da marca tal. Ainda colhi comentários de rodapé sobre "grossura de braços" e "com que carro ele veio".
A partir da especificação conceitual, cheguei a uma formalização matemática que deu origem ao Teorema Geral dos Cordões de Prata. Caso não credite total confiança em meus parágrafos anteriores, observe a prova definitiva num breve overview do teorema.
Não recomende a leitura desse artigo científico à nenhum fã do 50 cent por motivos de proteção à minha integridade física.
quinta-feira, 27 de março de 2008
BBB é sucesso (??)!
Um clichê neste estilo que era ouvido todos os dias depois da novela. E realmente com razão, uma proeza indiscutível. Agora que carros, motos e mais de 6 dígitos de grana já passaram pelos nossos olhos, a razão de tal proeza ainda é discutível. Por um lado, de luvas vermelhas, amigos que, sem dizer claramente, se auto-intitulavam cult demais para ousarem passar próximos da tevê entre 10 e 10 e meia da noite, e do outro lado do ringue, de luvas azuis, os que desligavam o celular quando o cliché teller brandia seu microfone logo após Paulo Ricardo cantar sua ópera.
Não tenho dúvida que o time cor-de-rubi era a extrema minoria. Disparavam que era um programa sem nenhum fundamento, onde o expectador simplemente perdia seu tempo vendo outras pessoas fazendo nada, e com muito conforto. Acho que havia uma pontadinha de inveja neles. O outro time, enorme como o oceano e silencioso como o céu, como se honrassem a cor da camisa, se contentava em dizer que era o que tinha para fazer em casa depois de um dia duro. De cara, assim como o nome, descordo que seja um programa vazio. Pelo menos o nome foi extremamente criativo. Inspirado em um romance político da década de 40, que fala sobre o fim da liberdade pessoal por conta do totalitarismo e manipulação da verdade sob o pretexto da imagem do Grande Irmão, "aquele que a tudo vê". Ahh! Força o tico e teco aí, há suas semelhanças. Mas também não acho que foi isso que te fez engolir o jantar e ir pra cama ligar a tevê sem tomar banho por várias noites. Há alguma mágica, algo invisível, viciante, e não somente curiosidade de saber quem seria o próximo a sair.
Pelo menos para mim, virou mera curiosidade de saber quem saiu, perguntando para minha mãe no dia seguinte, depois que o tiozão munheca-de-quiabo rodou (a baiana, ui!), o que marcou o fim do BBB 8 e me fez pensar sobre tal mágica. Não é o simples fato de o tiozinho atiçar a pancadaria na casa, caso contrário todos nós leríamos A Tribuna avidamente todos os dias! O fato de ter "minas super gostosas", como no filme "Cara, cadê meu carro" também deixou de ser válido, apesar de ter pesado pro meu lado, pela vontade de ver aquelas mangas maduras implantadas na região toráxica daquela loira. O último fato que me convenceu foi quando o outro tiozinho, o de cabeça pintada, saiu, o que confirma a força da comunidade "bonzinho só se fode".
Concluindo então minha conjectura, acho que todos que assistiam ao programa se identificavam de alguma maneira com os personagens. Sim, digo personagens por que aquilo não é vida real, logicamente. É uma novela do Wolf Maia, ou um filme do Miguel Falabela. Só que os próprios gladiadores que a escrevem. É apenas uma visão simplificada do nosso próprio convívio social, na vida real, a qual nós mesmos escrevemos. Sem percebermos, vemos situações semelhantes às que passamos todos os dias, mas em um cenário e figurino diferentes. Ciuminho, briguinhas bobas, mentiras e panelinhas. Nâo estou falando deles, mas de nós mesmos. Então, deixo meus pratos e talheres sujos na pia, certo de que amanhã de manhã minha mãe me cole no esporro, só pra saber como que vai terminar uma discussão que começou na casa ontem, e não para saber quem vai ganhar a grana.
E aí está toda a mágica: queremos nos ver nos outros! Nos vemos como estrelas nos imaginando se fôssemos o ator ou atriz principal da novela das 8, nossos pais querem que sejamos responsáveis ou que curtamos a vida, assim como eles, queremos chegar na aula na segunda-feira e contar o que aprontamos na micareta do final de semana, algo como contar uma grande aventura narrada pelo personagem central. Enfim, queremos ver a nós mesmos num espelho, e esse espelho no caso é o Grande Irmão, "aquele que a tudo vê", mesmo que o seu campo de visão seja apenas a nossa própria vida, limitado aos nossos relacionamentes mais conturbados. Vale lembrar que se olhar no espelho e ver o mocinho da história não tem mais graça. O bom mesmo é ser o vilão, que arruma confusão, bate de frente com todos e expõe tudo o que pensa sem papas na língua. Acho que é por isso que nas novelas quando o vilão morre, o mocinho fica sem graça, e a trama se adianta ao fim, num melancólico "e viveram felizes para sempre".
Não tenho dúvida que o time cor-de-rubi era a extrema minoria. Disparavam que era um programa sem nenhum fundamento, onde o expectador simplemente perdia seu tempo vendo outras pessoas fazendo nada, e com muito conforto. Acho que havia uma pontadinha de inveja neles. O outro time, enorme como o oceano e silencioso como o céu, como se honrassem a cor da camisa, se contentava em dizer que era o que tinha para fazer em casa depois de um dia duro. De cara, assim como o nome, descordo que seja um programa vazio. Pelo menos o nome foi extremamente criativo. Inspirado em um romance político da década de 40, que fala sobre o fim da liberdade pessoal por conta do totalitarismo e manipulação da verdade sob o pretexto da imagem do Grande Irmão, "aquele que a tudo vê". Ahh! Força o tico e teco aí, há suas semelhanças. Mas também não acho que foi isso que te fez engolir o jantar e ir pra cama ligar a tevê sem tomar banho por várias noites. Há alguma mágica, algo invisível, viciante, e não somente curiosidade de saber quem seria o próximo a sair.
Pelo menos para mim, virou mera curiosidade de saber quem saiu, perguntando para minha mãe no dia seguinte, depois que o tiozão munheca-de-quiabo rodou (a baiana, ui!), o que marcou o fim do BBB 8 e me fez pensar sobre tal mágica. Não é o simples fato de o tiozinho atiçar a pancadaria na casa, caso contrário todos nós leríamos A Tribuna avidamente todos os dias! O fato de ter "minas super gostosas", como no filme "Cara, cadê meu carro" também deixou de ser válido, apesar de ter pesado pro meu lado, pela vontade de ver aquelas mangas maduras implantadas na região toráxica daquela loira. O último fato que me convenceu foi quando o outro tiozinho, o de cabeça pintada, saiu, o que confirma a força da comunidade "bonzinho só se fode".
Concluindo então minha conjectura, acho que todos que assistiam ao programa se identificavam de alguma maneira com os personagens. Sim, digo personagens por que aquilo não é vida real, logicamente. É uma novela do Wolf Maia, ou um filme do Miguel Falabela. Só que os próprios gladiadores que a escrevem. É apenas uma visão simplificada do nosso próprio convívio social, na vida real, a qual nós mesmos escrevemos. Sem percebermos, vemos situações semelhantes às que passamos todos os dias, mas em um cenário e figurino diferentes. Ciuminho, briguinhas bobas, mentiras e panelinhas. Nâo estou falando deles, mas de nós mesmos. Então, deixo meus pratos e talheres sujos na pia, certo de que amanhã de manhã minha mãe me cole no esporro, só pra saber como que vai terminar uma discussão que começou na casa ontem, e não para saber quem vai ganhar a grana.
E aí está toda a mágica: queremos nos ver nos outros! Nos vemos como estrelas nos imaginando se fôssemos o ator ou atriz principal da novela das 8, nossos pais querem que sejamos responsáveis ou que curtamos a vida, assim como eles, queremos chegar na aula na segunda-feira e contar o que aprontamos na micareta do final de semana, algo como contar uma grande aventura narrada pelo personagem central. Enfim, queremos ver a nós mesmos num espelho, e esse espelho no caso é o Grande Irmão, "aquele que a tudo vê", mesmo que o seu campo de visão seja apenas a nossa própria vida, limitado aos nossos relacionamentes mais conturbados. Vale lembrar que se olhar no espelho e ver o mocinho da história não tem mais graça. O bom mesmo é ser o vilão, que arruma confusão, bate de frente com todos e expõe tudo o que pensa sem papas na língua. Acho que é por isso que nas novelas quando o vilão morre, o mocinho fica sem graça, e a trama se adianta ao fim, num melancólico "e viveram felizes para sempre".
domingo, 9 de março de 2008
Ughr!
É, a semana foi bem movimentada. Além de todo o estresse e exaustão habituais de uma vida em prol de conseguir o leite das crianças e garantir o pão na mesa do café da manhã, ainda tive que experimentar o desconforto de sofrer acusações graves, e claro, injustamente! Meu espectro criminal variou de anti-gay a gay de fato, de hipócrita a falso moralista, de cometedor de erros de português horrendos a copiador descarado de informações, de não-pagador de multas a charlatão. Ainda quiseram abrir uma sindicância a respeito da morte do active (non-passive) Brokeback cowboy, onde eu poderia ter sido o causador do envenenamento por não estar satisfeito com a sua atuação como Coringa, o que poderia vir a atrapalhar o Batman nas cenas mais "iradas" com a mulher-gato, mesmo sabendo que a felina joga no mesmo time que eu jogo.
Ughr! Que semana..
Ughr! Que semana..
segunda-feira, 3 de março de 2008
"Tu é gay que eu sei!"
Tinha acabado de preparar aquela linda macarronada para o jantar, quando então resolvi ligar a tv para não me sentir tão sozinho neste momento quase que religioso. Ao clarear a imagem na tela, estava o barbudinho psiquiatra do Big Broder entrando na salinha pra conversar com o Bial. "Vamos ver qual vai ser o apelo de hoje!", pensei. Pois é, acho que a força do meu pensamento foi tão forte que até fiquei surpreso com o grau de apelação a que a televisão recorre para atrair espectadores! Bial fez questão de repetir, no mínimo umas três vezes, no início bem ameno mas depois com as exatas palavras: que o rapaz era gay e não podia se apaixonar por uma das mocinhas com ele confinadas!!
Calma lá, não estou me referindo ao fato do tiozinho ser gay e poder ou não se assumir publicamente. Independente de ele ter se sentido atraído pela mocinha, fez questão de deixar bem claro que é muito bem resolvido, e isso pode ser bom para muitos, pois fortalece a sua classe. Caso continue firme no programa, acho que será como um mártir para que aqueles que ainda possuem os sentimentos retraídos possam sair do armário. Mas relaxa ae, amigo! Também num é pra acordar o seu pai agora mesmo e levar aquela conversa que você está adiando há um bom tempo, sobre você e o Paulinho do quarto andar, aquele seu melhor amigo desde a época em que vocês sumiam no domingo pra jogar bolinha-de-gude. Afinal, o herói psiquiatra não está a salvo ainda!
Então, visando uma vaga como colunista político-econômico no Observatório da Imprensa, mando esse post diretamente aos produtores da Rede Globo que acompanham meu blog diariamente, para que sejam menos apelativos e tratem o homosexualismo como uma coisa normal, e não como tabu. E ainda digo mais! Que tratem alguem que é homo, mas que quis ser hetero rapidinho, mas quis voltar atrás, e que ainda se enrolou todo com a maquininha do "verdade/mentira/excitado/em dúvida" como algo não chocante, e que não seja usado somente para atrair a curiosidade de um público curioso e carente de informação, que ao invés de estar sentado à mesa com os pais, onde poderia estar levando uma boa conversa sobre educação sexual, uso da camisinha e métodos contraceptivos, faz questão de povoar o globo desenfreadamente antes mesmo de completar 18 anos, ou ainda está a dois palmos da tv arregaçando a própria miopia, indo dormir tarde da noite após o programa e por isso, não tendo o rendimento esperado nas aulas do dia seguinte!
Acho que o recado está passado. Só acho que passei perto mesmo é de conseguir uma vaga como colunista da Revista Veja, com o meu discurso esquerdista, faltando só chamar os produtores do BBB, inclusive o Bial, de facistas! Mas de qualquer jeito, depois de ver mais um filme horroroso na Tela Quente, ainda tenho que lavar a louça - afinal de madrugada tudo é interessante (pensamento positivo!) - pra ficar livre amanhã, pelo menos à noite, pois como legítimo brasileiro, tenho que parar o que eu estiver fazendo pra acompanhar se o tiozinho mais-pra-lá-do-que-pra-cá vaza ou não dessa bagaça! Logo, mãos à pia!
Calma lá, não estou me referindo ao fato do tiozinho ser gay e poder ou não se assumir publicamente. Independente de ele ter se sentido atraído pela mocinha, fez questão de deixar bem claro que é muito bem resolvido, e isso pode ser bom para muitos, pois fortalece a sua classe. Caso continue firme no programa, acho que será como um mártir para que aqueles que ainda possuem os sentimentos retraídos possam sair do armário. Mas relaxa ae, amigo! Também num é pra acordar o seu pai agora mesmo e levar aquela conversa que você está adiando há um bom tempo, sobre você e o Paulinho do quarto andar, aquele seu melhor amigo desde a época em que vocês sumiam no domingo pra jogar bolinha-de-gude. Afinal, o herói psiquiatra não está a salvo ainda!
Então, visando uma vaga como colunista político-econômico no Observatório da Imprensa, mando esse post diretamente aos produtores da Rede Globo que acompanham meu blog diariamente, para que sejam menos apelativos e tratem o homosexualismo como uma coisa normal, e não como tabu. E ainda digo mais! Que tratem alguem que é homo, mas que quis ser hetero rapidinho, mas quis voltar atrás, e que ainda se enrolou todo com a maquininha do "verdade/mentira/excitado/em dúvida" como algo não chocante, e que não seja usado somente para atrair a curiosidade de um público curioso e carente de informação, que ao invés de estar sentado à mesa com os pais, onde poderia estar levando uma boa conversa sobre educação sexual, uso da camisinha e métodos contraceptivos, faz questão de povoar o globo desenfreadamente antes mesmo de completar 18 anos, ou ainda está a dois palmos da tv arregaçando a própria miopia, indo dormir tarde da noite após o programa e por isso, não tendo o rendimento esperado nas aulas do dia seguinte!
Acho que o recado está passado. Só acho que passei perto mesmo é de conseguir uma vaga como colunista da Revista Veja, com o meu discurso esquerdista, faltando só chamar os produtores do BBB, inclusive o Bial, de facistas! Mas de qualquer jeito, depois de ver mais um filme horroroso na Tela Quente, ainda tenho que lavar a louça - afinal de madrugada tudo é interessante (pensamento positivo!) - pra ficar livre amanhã, pelo menos à noite, pois como legítimo brasileiro, tenho que parar o que eu estiver fazendo pra acompanhar se o tiozinho mais-pra-lá-do-que-pra-cá vaza ou não dessa bagaça! Logo, mãos à pia!
domingo, 2 de março de 2008
Experimentar, viver.
Renovar, experimentar, viver. São palavras que estão meio esquecidas entre as pessoas que eu conheço. Todas têm que trabalhar muito, que estudar muito, não têm tempo pra mais nada! Ai de mim, se pergunto como estão as coisas: o ego sobe ao céu para dizer que não conseguem nem respirar!
Acho que estão precisando dar mais liberdade aos seus 'id's e pelo menos no sábado deixar o 'princípio da realidade' só pra segunda-feira..
Quem sou eu pra dizer o que fazer, mas tenho minhas sugestões: que tal beber durante a noite com os amigos, falar um monte de besteira, gravar tudo no pc pra rir no outro dia, tirar fotos e lá prás seis e meia da manhã, mesmo que ainda não esteja cem por cento, postar no seu próprio blog para ainda depois ir direto pra praia?! Humm, nada mal...
Pois é, se você tem um barril de carvalho no lugar da barriga, simplemente ignore o que eu falei! Já deve estar bem adiantado à tudo isso.
Mas agora tenho que ir.. Terminhar de seguir meus próprios conselhos! (ainda bem que eu num arrumo a casa sozinho!) uhhhuu!
Acho que estão precisando dar mais liberdade aos seus 'id's e pelo menos no sábado deixar o 'princípio da realidade' só pra segunda-feira..
Quem sou eu pra dizer o que fazer, mas tenho minhas sugestões: que tal beber durante a noite com os amigos, falar um monte de besteira, gravar tudo no pc pra rir no outro dia, tirar fotos e lá prás seis e meia da manhã, mesmo que ainda não esteja cem por cento, postar no seu próprio blog para ainda depois ir direto pra praia?! Humm, nada mal...
Pois é, se você tem um barril de carvalho no lugar da barriga, simplemente ignore o que eu falei! Já deve estar bem adiantado à tudo isso.
Mas agora tenho que ir.. Terminhar de seguir meus próprios conselhos! (ainda bem que eu num arrumo a casa sozinho!) uhhhuu!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Ahh, minha primeira vez..
Pois e, a primeira vez a gente nunca esquece! Sempre vai meio afobado, com medo, sem saber o que vai acontecer, tudo bem mais ou menos. Vale citar que sempre acontece de madrugada, com voce tambem foi ne? So lembrar ai..
Na verdade tudo de mais interessante acontece na madrugada. E o momento em que voce assiste aos filmes mais bizarros, escuta as musicas que voce tem no pc e nem sabe por que, e quando da vontade de estar com alguem - ou pensa se essa porcaria de namoro ta valendo a pena mesmo-, sem contar que e o momento do dia em que mais se come!
Pois e, aqui estou, primeira vez postando - com o teclado desconfigurado mesmo-, pra dividir com alguem mais que nao esteja fazendo nada o que eu estiver fazendo!
PS: Madrugar nao e ter insonia, e ter o sono fora de fase!
Na verdade tudo de mais interessante acontece na madrugada. E o momento em que voce assiste aos filmes mais bizarros, escuta as musicas que voce tem no pc e nem sabe por que, e quando da vontade de estar com alguem - ou pensa se essa porcaria de namoro ta valendo a pena mesmo-, sem contar que e o momento do dia em que mais se come!
Pois e, aqui estou, primeira vez postando - com o teclado desconfigurado mesmo-, pra dividir com alguem mais que nao esteja fazendo nada o que eu estiver fazendo!
PS: Madrugar nao e ter insonia, e ter o sono fora de fase!
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