quinta-feira, 27 de março de 2008

BBB é sucesso (??)!

Um clichê neste estilo que era ouvido todos os dias depois da novela. E realmente com razão, uma proeza indiscutível. Agora que carros, motos e mais de 6 dígitos de grana já passaram pelos nossos olhos, a razão de tal proeza ainda é discutível. Por um lado, de luvas vermelhas, amigos que, sem dizer claramente, se auto-intitulavam cult demais para ousarem passar próximos da tevê entre 10 e 10 e meia da noite, e do outro lado do ringue, de luvas azuis, os que desligavam o celular quando o cliché teller brandia seu microfone logo após Paulo Ricardo cantar sua ópera.

Não tenho dúvida que o time cor-de-rubi era a extrema minoria. Disparavam que era um programa sem nenhum fundamento, onde o expectador simplemente perdia seu tempo vendo outras pessoas fazendo nada, e com muito conforto. Acho que havia uma pontadinha de inveja neles. O outro time, enorme como o oceano e silencioso como o céu, como se honrassem a cor da camisa, se contentava em dizer que era o que tinha para fazer em casa depois de um dia duro. De cara, assim como o nome, descordo que seja um programa vazio. Pelo menos o nome foi extremamente criativo. Inspirado em um romance político da década de 40, que fala sobre o fim da liberdade pessoal por conta do totalitarismo e manipulação da verdade sob o pretexto da imagem do Grande Irmão, "aquele que a tudo vê". Ahh! Força o tico e teco aí, há suas semelhanças. Mas também não acho que foi isso que te fez engolir o jantar e ir pra cama ligar a tevê sem tomar banho por várias noites. Há alguma mágica, algo invisível, viciante, e não somente curiosidade de saber quem seria o próximo a sair.

Pelo menos para mim, virou mera curiosidade de saber quem saiu, perguntando para minha mãe no dia seguinte, depois que o tiozão munheca-de-quiabo rodou (a baiana, ui!), o que marcou o fim do BBB 8 e me fez pensar sobre tal mágica. Não é o simples fato de o tiozinho atiçar a pancadaria na casa, caso contrário todos nós leríamos A Tribuna avidamente todos os dias! O fato de ter "minas super gostosas", como no filme "Cara, cadê meu carro" também deixou de ser válido, apesar de ter pesado pro meu lado, pela vontade de ver aquelas mangas maduras implantadas na região toráxica daquela loira. O último fato que me convenceu foi quando o outro tiozinho, o de cabeça pintada, saiu, o que confirma a força da comunidade "bonzinho só se fode".

Concluindo então minha conjectura, acho que todos que assistiam ao programa se identificavam de alguma maneira com os personagens. Sim, digo personagens por que aquilo não é vida real, logicamente. É uma novela do Wolf Maia, ou um filme do Miguel Falabela. Só que os próprios gladiadores que a escrevem. É apenas uma visão simplificada do nosso próprio convívio social, na vida real, a qual nós mesmos escrevemos. Sem percebermos, vemos situações semelhantes às que passamos todos os dias, mas em um cenário e figurino diferentes. Ciuminho, briguinhas bobas, mentiras e panelinhas. Nâo estou falando deles, mas de nós mesmos. Então, deixo meus pratos e talheres sujos na pia, certo de que amanhã de manhã minha mãe me cole no esporro, só pra saber como que vai terminar uma discussão que começou na casa ontem, e não para saber quem vai ganhar a grana.

E aí está toda a mágica: queremos nos ver nos outros! Nos vemos como estrelas nos imaginando se fôssemos o ator ou atriz principal da novela das 8, nossos pais querem que sejamos responsáveis ou que curtamos a vida, assim como eles, queremos chegar na aula na segunda-feira e contar o que aprontamos na micareta do final de semana, algo como contar uma grande aventura narrada pelo personagem central. Enfim, queremos ver a nós mesmos num espelho, e esse espelho no caso é o Grande Irmão, "aquele que a tudo vê", mesmo que o seu campo de visão seja apenas a nossa própria vida, limitado aos nossos relacionamentes mais conturbados. Vale lembrar que se olhar no espelho e ver o mocinho da história não tem mais graça. O bom mesmo é ser o vilão, que arruma confusão, bate de frente com todos e expõe tudo o que pensa sem papas na língua. Acho que é por isso que nas novelas quando o vilão morre, o mocinho fica sem graça, e a trama se adianta ao fim, num melancólico "e viveram felizes para sempre".

domingo, 9 de março de 2008

Ughr!

É, a semana foi bem movimentada. Além de todo o estresse e exaustão habituais de uma vida em prol de conseguir o leite das crianças e garantir o pão na mesa do café da manhã, ainda tive que experimentar o desconforto de sofrer acusações graves, e claro, injustamente! Meu espectro criminal variou de anti-gay a gay de fato, de hipócrita a falso moralista, de cometedor de erros de português horrendos a copiador descarado de informações, de não-pagador de multas a charlatão. Ainda quiseram abrir uma sindicância a respeito da morte do active (non-passive) Brokeback cowboy, onde eu poderia ter sido o causador do envenenamento por não estar satisfeito com a sua atuação como Coringa, o que poderia vir a atrapalhar o Batman nas cenas mais "iradas" com a mulher-gato, mesmo sabendo que a felina joga no mesmo time que eu jogo.

Ughr! Que semana..

segunda-feira, 3 de março de 2008

"Tu é gay que eu sei!"

Tinha acabado de preparar aquela linda macarronada para o jantar, quando então resolvi ligar a tv para não me sentir tão sozinho neste momento quase que religioso. Ao clarear a imagem na tela, estava o barbudinho psiquiatra do Big Broder entrando na salinha pra conversar com o Bial. "Vamos ver qual vai ser o apelo de hoje!", pensei. Pois é, acho que a força do meu pensamento foi tão forte que até fiquei surpreso com o grau de apelação a que a televisão recorre para atrair espectadores! Bial fez questão de repetir, no mínimo umas três vezes, no início bem ameno mas depois com as exatas palavras: que o rapaz era gay e não podia se apaixonar por uma das mocinhas com ele confinadas!!

Calma lá, não estou me referindo ao fato do tiozinho ser gay e poder ou não se assumir publicamente. Independente de ele ter se sentido atraído pela mocinha, fez questão de deixar bem claro que é muito bem resolvido, e isso pode ser bom para muitos, pois fortalece a sua classe. Caso continue firme no programa, acho que será como um mártir para que aqueles que ainda possuem os sentimentos retraídos possam sair do armário. Mas relaxa ae, amigo! Também num é pra acordar o seu pai agora mesmo e levar aquela conversa que você está adiando há um bom tempo, sobre você e o Paulinho do quarto andar, aquele seu melhor amigo desde a época em que vocês sumiam no domingo pra jogar bolinha-de-gude. Afinal, o herói psiquiatra não está a salvo ainda!

Então, visando uma vaga como colunista político-econômico no Observatório da Imprensa, mando esse post diretamente aos produtores da Rede Globo que acompanham meu blog diariamente, para que sejam menos apelativos e tratem o homosexualismo como uma coisa normal, e não como tabu. E ainda digo mais! Que tratem alguem que é homo, mas que quis ser hetero rapidinho, mas quis voltar atrás, e que ainda se enrolou todo com a maquininha do "verdade/mentira/excitado/em dúvida" como algo não chocante, e que não seja usado somente para atrair a curiosidade de um público curioso e carente de informação, que ao invés de estar sentado à mesa com os pais, onde poderia estar levando uma boa conversa sobre educação sexual, uso da camisinha e métodos contraceptivos, faz questão de povoar o globo desenfreadamente antes mesmo de completar 18 anos, ou ainda está a dois palmos da tv arregaçando a própria miopia, indo dormir tarde da noite após o programa e por isso, não tendo o rendimento esperado nas aulas do dia seguinte!

Acho que o recado está passado. Só acho que passei perto mesmo é de conseguir uma vaga como colunista da Revista Veja, com o meu discurso esquerdista, faltando só chamar os produtores do BBB, inclusive o Bial, de facistas! Mas de qualquer jeito, depois de ver mais um filme horroroso na Tela Quente, ainda tenho que lavar a louça - afinal de madrugada tudo é interessante (pensamento positivo!) - pra ficar livre amanhã, pelo menos à noite, pois como legítimo brasileiro, tenho que parar o que eu estiver fazendo pra acompanhar se o tiozinho mais-pra-lá-do-que-pra-cá vaza ou não dessa bagaça! Logo, mãos à pia!

domingo, 2 de março de 2008

Experimentar, viver.

Renovar, experimentar, viver. São palavras que estão meio esquecidas entre as pessoas que eu conheço. Todas têm que trabalhar muito, que estudar muito, não têm tempo pra mais nada! Ai de mim, se pergunto como estão as coisas: o ego sobe ao céu para dizer que não conseguem nem respirar!

Acho que estão precisando dar mais liberdade aos seus 'id's e pelo menos no sábado deixar o 'princípio da realidade' só pra segunda-feira..

Quem sou eu pra dizer o que fazer, mas tenho minhas sugestões: que tal beber durante a noite com os amigos, falar um monte de besteira, gravar tudo no pc pra rir no outro dia, tirar fotos e lá prás seis e meia da manhã, mesmo que ainda não esteja cem por cento, postar no seu próprio blog para ainda depois ir direto pra praia?! Humm, nada mal...

Pois é, se você tem um barril de carvalho no lugar da barriga, simplemente ignore o que eu falei! Já deve estar bem adiantado à tudo isso.

Mas agora tenho que ir.. Terminhar de seguir meus próprios conselhos! (ainda bem que eu num arrumo a casa sozinho!) uhhhuu!