domingo, 1 de junho de 2008

Junior: Sandy ou NxZero?

Hoje vi uma chamada do prêmio Tim de Música Brasileira, onde a Sandy, intercalando outros "artistas", faz uma declaração qualquer sobre o evento. Como sempre, estava mudida de seu fiel escudeiro Junior, que não passou desapercebido como tantas vezes: cabelo e roupa novos, num estilo manjado de roqueiro emo, como se fosse o novo integrante do NxZero. Eu entretanto, não me deixei surpreender, afinal Junior, em meio a tantos que possui, não desenvolveu o seu talento musical suficientemente para que isso acontecesse. O ocorrido, dentre várias outros exemplos quase que diários, só fortalece a idéia de que a música mundial está mais visual do que nunca!

Ouvir música com os olhos não é uma idéia de toda má. Nem conseguimos respirar afogados em tanta informação - o que leva a não absorver nada! - e em um mundo já confuso, não temos tempo de tentar entender melodias complexas como plano de fundo de letras poéticas! Eu até ficaria curioso em escutar Cecília Meireles musicada por Ed Motta, mas não vejo aí uma unanimidade. Por outro lado, considero o NxZero uma banda boa e que se aproveitou do momento. As letras? Ah sim, não dizem nada, porém, justamente por não se encaixar em nenhum nicho social específico é que tanto emos como lavadores de carro sabem cantar as músicas. Fazer música hoje está muito mais próximo de profissões como engenharia civil, que possuem um livro de best practices para ser seguido, do que as de pura expressão de arte conteporânea, como designer, roteirismo para cinema ou engenharia de software (yeah!).

Resta-nos o consolo pelo reconhecimento de grandes nomes que fizeram a história - não só musical - como Dominguinhos, que será homenageado pelo Prêmio Tim, e por mim mereceria ganhar um Nobel de Personalidade Brasileira pelo exemplo de simplicidade, humildade e inteligência transmitidas com boa música. Eu ainda acho que ele é budista e não teve coragem de abrir o jogo!

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