Em meio a tantas loucuras, as que assistimos em noticiários e as que presenciamos, tem ficado mais difícil arrumar um motivo pra continuar fazendo as coisas que nos propomos a fazer - ou pelo menos com a motivação com que deveríamos fazê-las. Não estou falando de violência (apesar de também não deixar de ser o caso). De forma bem simples, há uma impressão de que nem tudo será tão recompensador como a gente espera. Então, para quê continuar?
"Príncipes que cuidaram mais das delícias da vida do que das armas perderam os seus estados", dizia tio Niccolò. Acho que ele não queria dizer que era pra deixar de se ligar nas minas de biquini na praia, mas sim para tentar manter fresco na cabeça o porquê de estarmos na fria em que, na melhor das hipóteses, escolhemos estar. Geralmente, algo recompensador. Entretanto, o tamanho desta recompensa, intangível em valores materias e morais, deve estar diretamente ligado à quanto o indivíduo se dedica à arte da sua própria guerra.
É assim que, nesse jogo de damas, peão vira rei e rainhas perdem a majestade. Mesmo que o jogo não seja o que você espera, o fato de cultivar dele, ou não, a sua arte e suas regras pode lhe custar a perda ou a ascensão. Então, que mexam os pauzinhos! Que lancem os dados! Aí já é do jogo, cada um com o seu.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
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