Leonoreta,
fin'roseta,
deixo meus olhos fechados
sobre os acontecimentos.
Não te meta
en gran coita o meu amor:
podem, por todos os lados,
duros, tenebrosos ventos
quebrar muitas tentativas.
Mas, para que eterna vivas,
que é preciso?
Que pensem meus pensamentos.
E entre pólos inviolados,
entre equívocos momentos,
vem e volta a vida humana,
que se engana e desengana
em redor do Paraíso.
Branca sobre toda flor,
a Verônica levanto,
num transparente estandarte:
celebro por toda parte
a alegria de adorar-te
com o meu pranto.
Cecília Meireles
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