Mas tolo pensador, noto que sou. Logo realizo que estiveram sempre ali, no mesmo lugar. E vão continuar, mesmo que eu não as veja, reservadas.
Me pergunto, desta vez, se tem consciência de que desejo admira-las. Queria saber. Por que razão não haveriam de ter? Talvez não haja razão que explique.
Para ter sabedoria, não é preciso ter razão, basta sentir. E sábias são elas, as estrelas, que por todo o tempo estiveram em sua incansável vigilia. Inocente, eu, confiando no saber da razão, imaginando que ao longe se escondiam, quando era perto dos meus olhos que as nuvens se acomodavam.
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